IPCA: Índice puxará a inflação para cima e pesará no bolso do brasileiro

A vida do brasileiro está cada dia mais difícil. Chegar ao fim do mês com alguma reserva é quase uma mágica. Isso porque os analistas do mercado financeiro revisaram a previsão do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), o índice de inflação oficial do país, para cima.

A previsão é que a inflação deve encerrar o ano em 8,51%. Para 2022, os economistas estão prevendo um índice a 4,14%, o 11º aumento consecutivo. Há um mês, as estimativas estavam em 7,58% e 3,98%, respectivamente. Dessa vez, a alta do dólar, a energia elétrica mais cara, a alta dos combustíveis e alimentos fizeram com que o índice do IPCA ficasse elevado. 

Mas o que é e para que serve o IPCA?

IPCA é a sigla para Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo e funciona como medidor oficial da inflação. Calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), ele é usado como parâmetro para ajustar as metas de inflação para revisar a taxa de juros da economia, a Selic.

A partir dos anos 2000 ele passou a ser usado pelo Banco Central como o índice oficial da inflação. O IPCA mede a variação de preços de determinados produtos que compõem a cesta de consumo dos brasileiros.

Essa lista de produtos é definida também pelo IBGE que verifica o que a população tem consumido e quanto é gasto com cada um desses itens. Estão sempre inseridos nessa lista itens como arroz, feijão, passagem de ônibus, material escolar e médico, entre muitos outros, que são serviços e produtos que fazem parte da cultura de consumo do brasileiro.

Além da variação de preços desses itens, o IPCA também mede o peso que cada um deles tem no orçamento das famílias.

Financiamento da Casa Própria

O IPCA também está afetando quem financiou a compra da casa própria. Isso porque o financiamento do imóvel pela Caixa é corrigido pelo IPCA. Alguns já começaram a temer uma alta no preço das parcelas. Essa forma de financiamento tem juros a partir de 4,75% anuais e até 35 anos para o pagamento. Mas o montante devido é corrigido pelo IPCA, que acumula valorização de 9,68% em 12 meses e continuar acelerando, o que deve fazer com que o valor das parcelas suba consideravelmente.

Neste momento, a linha que é corrigida por esse índice é a mais arriscada e, em um momento de incerteza sobre a inflação, é desaconselhável que o financiamento seja feito por ela, mesmo que as parcelas iniciais sejam menores

Segundo economistas, o risco de optar por um financiamento corrigido pela inflação é  que este pode disparar, levando para cima também o valor do financiamento imobiliário.

Fonte: jornalContábil | 05/10/2021