Investimentos de grandes empresas em criptomoedas aquecem o mercado

As criptomoedas começaram a existir faz anos lá fora, mas no Brasil, a atenção e a curiosidade sobre o que significavam ainda era tímido até 5 anos atrás. Mas em junho, quando a Bolsa brasileira começou a oferecer meios para investir nestes ativos, muitas pessoas e grandes empresas começaram a comprar moedas digitais.

Este cenário fez não só o número de tipos de criptomoedas aumentar por aqui, mas as formas de investimentos também. A startup Yubb e a Empiricus foram as primeiras que assumiram que fizeram compras de bitcoins, influenciadas por empresas estrangeiras como a americana Testa e a argentina Mercado Livre.

O Bitcoin é o tipo de criptomoeda mais popular e o mais comercializado e, por isso, muitos acham que ela é o único tipo existente, mas existem pelo menos 8 tipos de criptomoedas sendo operados na Bolsa.

A grande motivação, claro, é a possíbilidade de lucros no futuro, embora haja riscos por conta da volatilidade do mercado destes ativos, eles devem perder menos valor que o dólar nos próximos quatro anos e, por isso, quem investiu recomenda a compra.


Como Investir


A Bolsa de Valores do Brasil (B3) passou a oferecer os ETFs (fundos de índice) de criptomoedas este ano. Fundos de índices são aquelas aplicações que variam de acordo com o outro indicador.

Por aqui, o primeiro indicador a ser considerado foi o HASH11 (Nasdaq Crypto Index Fundo de Índice), lançado pela Hashdex em abril de 2021. O ETF copia o desempenho do Nasdaq Crypto Index (NCI), desenvolvido pela Nasdaq e a própria Hashdex, com o objetivo de refletir o movimento deste mercado no Brasil.

Em junho de 2021, houve o aumento da lista de criptomoedas que também seriam ofertadas para investimento com base no HASH11, são elas: Bitcoin; Ethereum; Litecoin; Chainlink; Bitcoin Cash; Stellar Lumens; e FilecoinUniswap. Hoje em dia, além do HASH11, que inclui estas 8 criptomoedas, existem outros ETFs que operam com um tipo específico de criptomoeda:

É possível investir em criptomoedas por intermédio de alguma instituição financeira. No Brasil, existem aquelas que oferecem vários tipos de investimentos, incluindo as criptomoedas, como a Rico, que pertence ao grupo XP, e até mesmo o NuBank. O BTG Pactual é outro exemplo e criou até um Fundo de Investimentos com patrimônio exclusivo em Bitcoin, com valor médio acima dos R$ 265 milhões.

Ou por meio de financeiras especializadas, também chamadas de exchanges. Em geral, o interessado só precisa de um celular para baixar o aplicativo, completar a verificação e começar a adquirir seus primeiros bitcoins. Hoje, quase todas as exchanges também permitem fazer depósitos via Pix. No Brasil, as exchanges Binance, Mercado Bitcoin, Foxbit, NovaDAX, BitcoinToYou e BitcoinTrade, além do marketplace BitPreço, são algumas que oferecem negociação em reais.

O grande diferencial das criptomoedas, no entanto, é que há a possibilidade de investimentos e comercialização peer-to-peer (p2p) – ou seja, uma negociação direta entre duas pessoas. O que exige cuidado, mas também oferece como vantagem a agilidade, já que não é preciso criar uma ordem de compra, como nas exchanges.

 

Fonte: JornalContábeis | 02/09/2021