Aplicativo, ônibus e avião: transportes sobem até 56% no país

Os gastos com deslocamentos pelo Brasil ficaram, em média, até 56% mais caros em 2025. As viagens de transporte por aplicativo, táxi, transporte público e as passagens aéreas estão entre as modalidades nas quais os preços tiveram maiores altas no ano passado. Todos esses itens subiram mais do que a inflação geral de 2025, que foi de 4,26%.

As informações estão no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) relativo a 2025, que mede a inflação, e foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na última sexta-feira (9/1).

O item que teve a maior elevação de preços em 2025 dentro do grupo de transportes, conforme o IBGE, foram os deslocamentos em transporte por aplicativo, com elevação média de 56,08% no país. No entanto, a depender da região, o aumento no preço foi ainda maior. É o caso de Porto Alegre, onde o serviço teve incremento de 83,4% no preço.

O que é IPCA

  • O IPCA é calculado desde 1979 pelo IBGE.
  • É considerado o termômetro oficial da inflação e usado pelo Banco Central para ajustar a Selic.
  • Mede a variação mensal dos preços de uma cesta de produtos e serviços.
  • A diferença entre os períodos representa a inflação do mês.
  • Engloba cerca de 90% da população urbana do país.
  • Pesquisa categorias como transporte, alimentação, habitação, saúde, educação, comunicação, vestuário, entre outras.

As localidades de Brasília e a região metropolitana de Vitória também estão no topo das três maiores elevações en transporte por aplicativo, com aumentos de 67,75% e 63,20%, respectivamente.

Outra modalidade de transporte individual, que são as corridas de táxi também subiram em 2025. O incremento nos preços foi de 9,46%.

O transporte público registrou aumento médio de 9,18% no país. Algumas capitais pesquisadas, no entanto, tiveram índice mais elevado, exemplos como Campo Grande (18,08%) e São Paulo (12,31%). Curitiba foi a única localidade onde os preços ficaram praticamente estáveis, com um aumento de 0,19%.

Os preços das viagens por metrô e do transporte escolar também subiram em 2025. Os aumentos foram, respectivamente, de 2,83% e 4,23%.

Pelo ar também ficou mais caro

As passagens de avião aumentaram, em média, 7,85% em 2025. A expansão no preço, no entanto, não foi uniforme no território nacional.

Aumentos acima dos 20% foram registrados em Campo Grande (28,22%), Rio Branco (21,52%) e Belo Horizonte (21,04%). Houve apenas duas localidades, entre as pesquisadas, que tiveram registro de redução no preço pelos voos: Porto Alegre (7,89%) e Rio de Janeiro (7,77%).

O que mais pesou na inflação geral

O índice geral de inflação de 2025 medido pelo IPCA ficou em 4,26%. A inflação geral é formada por um total de nove grupos, sendo o de transportes um deles

O resultado de 2025 do IPCA foi influenciado principalmente pelo grupo habitação, que acelerou 6,79%. Sozinho, respondeu por 1,02 ponto percentual do índice geral (4,26%), ou seja, cerca de um quinto da inflação geral.

As outras maiores elevações foram dos grupos de educação (6,22%), despesas pessoais (5,87%) e saúde e cuidados pessoais (5,59%). Os quatro grupos juntos responderam por, aproximadamente, 64% do resultado da inflação no ano.

Por outro lado, em 2025 o grupo alimentação e bebidas, que é o de maior peso no índice que mede a inflação, desacelerou na comparação do resultado de 2024 (7,69%) com 2025 (2,95%). Neste grupo, o quesito alimentação no domicílio é um destaque, pois passou de 8,23% em 2024 para para 1,43% em 2025.


Fonte: metropoles