Público sênior foi o que mais cresceu no e-commerce ano passado

O e-commerce no Brasil cresceu durante a pandemia e registrou um faturamento de R%uFF04 182,7 bilhões, de 27% maior que em 2019. A modalidade se consolidou como primeira opção de compra para muitas pessoas e, de acordo com o levantamento da consultoria NielsenIQ'Ebit, os consumidores com mais de 50 anos foram os que mais compraram online no ano passado. Esse fenômeno nunca foi registrado desde quando a pesquisa começou a ser realizada, há 20 anos.
 

Correspondendo a 33,9% dos clientes do e-commerce, esse público é mais exigente e requer soluções de pagamento que aliem tecnologia com segurança no checkout.  Tem maior poder de compra e pode ser decisório.  De acordo com dados do Bank of America, a renda de um brasileiro acima de 50 anos é superior à média das faixas etárias mais baixas, sendo responsável por movimentar em torno de R%uFF04 1,6 trilhão por ano no país.
 
Ralf Germer, CEO da PagBrasil, fintech especialista em pagamentos digitais, explica que essa nova realidade é reflexo das mudanças de consumo, aceleradas pela pandemia. Ele ressalta, que o e-commerce precisa estar preparado para atender o público acima dos 50 anos: "O mercado precisa oferecer a melhor experiência de compra para fidelizar esse cliente e, para isso, é fundamental oferecer um checkout transparente, que transmita segurança e que facilite a conclusão da compra com métodos variados e alternativos", explica.
 
Clubes de assinatura chegam a produtos diversificados
 
Tendência no e-commerce, os clubes de assinatura ultrapassaram as barreiras do streaming e chegaram a diversos produtos no mercado. A modalidade permite aos consumidores o recebimento de seus produtos e serviços favoritos no conforto de suas casas e de forma recorrente, sem a necessidade de passar pelo processo de checkout mais de uma vez.
 
Para Germer, a principal forma de facilitar a jornada de compra dessa faixa etária é oferecer métodos e meios de pagamento que atendam às suas exigências. Com mais de 126 milhões de usuários cadastrados, de acordo com o Banco Central, o Pix é um dos meios de pagamento favoritos dos brasileiros. De acordo com estimativa da empresa estadunidense de tecnologia financeira FIS, a tendência é de que, até 2025, o número de usuários possa dobrar, devido a uma grande adesão ao método.
O boleto ainda é um método muito utilizado no país e atende principalmente os consumidores mais tradicionais, por conta de uma sensação maior de segurança na transação. Existem boletos mais otimizados que permitem a confirmação de pagamento mais rápida.
 
Já o link vem adquirindo espaço no mercado de pagamentos pela comodidade, rapidez e segurança. O cliente recebe uma página completa de pagamento via SMS, rede social ou e-mail. O diferencial pode ser oferecer variedade de métodos no checkout, para que o cliente escolha a opção que melhor o atenda.
 
O e-commerce rompe com as limitações geográficas, o que permite que os produtos e serviços sejam comercializados em qualquer região que a empresa deseja atuar. Integrar as lojas online e física pode oferecer uma resposta positiva, pois muitos tendem a confiar mais em empresas que possuem pelo menos um espaço físico. Até pelo fato de oferecer uma segunda opção de compra caso a pessoa se sinta mais confortável consumindo fisicamente.
 
Gabriel Nascimento, co-fundador e CEO da Ulend, fintech de crédito privado, aponta algumas vantagens de empreender de forma segura na internet. "A Empresa tem uma maior facilidade em divulgar o seu negócio, anunciando os seus produtos e serviços. Por não ter mais a limitação de espaço físico, a empresa pode mesclar diferentes produtos e serviços, não sendo necessária especialização em uma única possibilidade de venda. Além de tudo, o e-commerce garante maior praticidade aos clientes, pois a compra pode acontecer em qualquer dia e horário, independente de trânsito e horário comercial."
 
Para conseguir implementar todo esse processo é necessário ter um capital de giro eficiente e um fluxo de caixa sólido. "O ideal é procurar por linhas de crédito especializadas e que entendam como funcionam as vendas online", sugere Nascimento. 
 
Empreendedor deve estar atento
 
"O crescimento das vendas on-line vem se consolidando ano após ano, puxado pelos números de aumento do faturamento, do volume de pedidos, clientes e do ticket médio. O empreendedor deve ficar atento a essa realidade e se preparar rapidamente para aproveitá-la", sugere o diretor-técnico do Sebrae, Bruno Quick.
O Sebrae e a Amazon Brasil lançaram, ontem, terça-feira 7/6, a Academia Amazon Sebrae, que vai oferecer conteúdos e treinamentos para empresários brasileiros. Bruno Quick e o diretor da loja de vendedores parceiros da Amazon.com.br, Ricardo Garrido, assinaram um acordo de cooperação técnica na sede do Sebrae Nacional, em Brasília.
 
O acordo consiste em criar as melhores condições para que os pequenos negócios possam vender online para dentro e fora do país. O Sebrae apoiará com preparação em gestão, finanças, vendas e conteúdos de categorias de produtos específicos. Por sua vez, a Amazon capacitará os empreendedores com conteúdos sobre como vender online e os acompanhará por meio de gerenciamento de contas. A Academia Amazon Sebrae possui três frentes de atuação: um portal com conteúdos gratuitos, workshops ao vivo e suporte individualizado.
 
Empreendedores que participarem da iniciativa poderão contar ainda com benefícios específicos, como elegibilidade a suporte individual, com acesso a um gerente de contas da Amazon. Outra vantagem é o Programa de Recompensas, que visa incentivar os vendedores parceiros a adotarem melhores práticas que podem ajudá-los a terem sucesso na Amazon, recompensando-os financeiramente por suas ações.
 
Conheça o mercado digital
Vender em loja física é muito diferente do que vender em loja online. Um fator que merece destaque e atenção é o preço do seu produto. Para saber como estipular o preço de venda adequado, confira o curso online gratuito do Sebrae sobre o assunto.
 
A venda na internet exige cuidado com outros aspectos. Por exemplo: custo da hospedagem do site, taxa cobrada pelo meio de pagamento que vai escolher, prazo para o dinheiro entrar na sua conta, custo da transportadora e vários outros. Isso não significa que vender pela internet é mais caro que pela loja física. São apenas custos e dinâmicas diferentes.
 
Organize o site
Você não precisa contratar uma superequipe especialista em tecnologia para colocar o seu site no ar. Existem plataformas prontas que podem ser o pontapé inicial para o seu mundo online. Nelas, você pode montar o seu site de forma bem intuitiva e com a cara da proposta da sua marca.
 
Um bom site é aquele que vende. Por isso, fique alerta com as opiniões de outras pessoas que não têm experiência no mercado digital ou não são seus clientes (elas podem acabar dificultando as suas vendas).
 
Conheça seu cliente
Uma grande vantagem de vender na internet é conhecer seu consumidor de forma mais prática e fácil. Você pode conversar com ele por mensagem direta ou rede social. Outra forma de entender melhor o seu cliente é olhar sites e redes sociais do seu concorrente: se no ramo em que atua houver alguma outra loja ou marca que venda na internet há muito tempo, observe o que esses consumidores estão comentando. Isso vai ajudar a pegar algumas informações e entender melhor os hábitos de compra. Evite repetir o que faz o seu concorrente. Busque apenas referências e seja criativo e inovador ao aplicar o aprendizado no seu negócio.
 
Desenvolva estratégias de marketing
Os investimentos em estratégias de marketing podem ser determinantes para o sucesso do seu e-commerce. É preciso saber vender o produto ou serviço e ser persuasivo o suficiente para convencer o cliente de que o seu negócio é de qualidade.
 
E na internet é possível testar. Você pode divulgar os dois anúncios ao mesmo tempo e no mesmo período para analisar qual deles está gerando mais vendas para o seu negócio. Depois, é só tirar do ar aquele que não está trazendo bons resultados.
 
Entenda sobre logística e estoque no e-commerce
A logística do e-commerce tem características diferentes. Já que o cliente não vai até sua loja pegar o produto, ele espera recebê-lo no endereço solicitado. Por isso é importante ficar atento a como melhorar seus processos de logística.
 
Fonte: EstadoDeMinas | 09/06/2022