Reconhecimento: a chave ideal para conectar empresas e funcionários

Pertencer a algo nos faz sentir úteis e gera a sensação de satisfação, de alívio. É primitivo esse sentimento, que não se atualiza mesmo com o mundo digital, a inteligência artificial e toda a tecnologia do mundo moderno. O sentir é humano e determina nossas ações, e são elas que geram nossos resultados.

De ações e resultados surge a busca pelo reconhecimento, e isso acontece em todos os campos: em casa, na escola e no trabalho — nesse último ainda mais. O reconhecimento é algo que todos, nos mais variados cargos, setores e idades, buscamos, queremos e desejamos.

Quem nunca ficou feliz ao ouvir "parabéns", "obrigado" ou mesmo um elogio pelo trabalho, por uma atitude, por algo diferente que foi feito, por mais simples que seja? Não há palavras que expliquem esse sentimento.

Um sentimento de não valorização, de rejeição, gera a desmotivação que gradativamente reflete em improdutividade e tristeza por não estar atendendo às expectativas da empresa, da equipe, da chefia.

 

Mas é sempre bom ter em mente que ninguém atenderá a todas as expectativas da empresa, assim como a empresa não atenderá a todas as expectativas dos colaboradores. Nesse caso, é necessário ter um equilíbrio entre esses dois atores, um olhar maduro e racional de como ajustar as expectativas, mas principalmente o porquê de tudo isso.

Os sentimentos permeiam o DNA das companhias e a construção de valores ao longo dos anos. E o mais interessante é que isso não é visível nem mensurável em um dashboard, em um sistema, contudo olhar para o quanto isso faz a diferença na construção de um time forte e determinado é a chave para a mudança desse processo.

Criar o senso de pertencimento é dar ferramentas para que alguém extraia seu melhor para desempenhar um papel dentro da empresa. Assim, é capaz de entregar com excelência e alinhamento mediante o propósito da empresa, com o objetivo e as metas estabelecidas para o atingimento de resultados exponenciais. Empresas com esse mindset inovador e disruptivo atraem e retêm pessoas que levam a marca da empresa no peito, porque conectam tais sujeitos com o propósito da marca.

De acordo com uma pesquisa feita pelo Pew Research Center, jovens entre 18 anos e 34 anos trabalham para propósitos, não por salários. Novamente, falamos de sentir, de pertencer. Esse sentimento de realizar tarefas, entender o porquê e sentir pertencimento tem mais peso do que o salário financeiro. Hoje, mais do que nunca, as pessoas externam e experenciam o salário emocional que vem do reconhecimento, do pertencimento, do acolhimento dos colegas, da chefia, da empresa em geral.

Nem tudo é lindo. Alguns colaboradores não cooperam, não produzem, reclamam, veem problema em tudo e acabam se comprometendo e comprometendo todos ao redor. Mas isso faz parte do desafio das lideranças em identificar, orientar, treinar e entender os espaços abertos que o colaborador tem para o novo. Porém, o contrário também acontece, líderes que mandam, com egos inflados, com um narcisismo alto e que acabam desmotivando o time — e daí o desandar dos negócios fica ainda maior.

Diante de tantos desafios, pessoas estão presentes em todos os lugares e processos. Assim, cabe entender, gerar empatia, reconhecer, orientar e não tirar o foco dos resultados de crescer para contribuir ainda mais. Meu time não é perfeito, passa longe de ser o melhor, está muito aquém do que almejo, mas é com ele, nas mais variadas imperfeições e diversidade, que com um único propósito vencemos mês a mês, meta a meta, ano pós ano.

Para finalizar, deixo uma reflexão da empresária norte-americana Oprah Winfrey: “Se você olhar para o que tem na vida, sempre terá mais. Se você olhar para o que não tem na vida, nunca terá o suficiente”.

Fonte; TecMundo | 05/05/2022